Raios de Lua
Entry: Quinta Da Regaleira Monday, March 05, 2007



Olá a todos! Que tal o fim de semana? Espero que tão bom quanto o meu.
Para começar, viram o Eclipse? Smile
Foi um espectáculo maravilhástico. Eu claro não o perdi. Wink
 
A sensação do fim de semana foi MESMO um passeio. O PASSEIO.
Aquele que hoje vos venho propor.
Não sem primeiro que tudo agradecer
à minha amiga, Luna, pela dica, e pela sugestão.
Mil vezes obrigada AMIGA!Angel
 
Depois de ela me falar deste sítio e ver as fotos não resisti,
peguei no meu mais que tudo,
nuns amigos mais chegados entre eles um casal que já la tinha ido
e conhecia a história e lá fomos nós,
num domingo meio encoberto que acabou por se tornar
numa tarde Mágica e Fantástica.
 
Quinta Da Regaleira, em Sintra
 
Depois de entrar na Quinta, senti-me em casa;
aquele lugar onde nunca tinha estado antes, mas onde me senti tão bem.
Que me pareceu tão familiar.
 
Percorrer caminhos, descobrir outros, descer poços, entrar em grutas,
túneis e subir torres. Admirar Estátuas e Jardins.
Para mim além de tudo foi também uma prova que superei,
pois para além de vertigens tenho também alguma claustrofobia. Tongue
Mas a Força e Magia que aquele lugar emana... Big Smile
Só mesmo indo lá...
 
Apesar de ter chegado a casa com alguma lama e exausta,
senti-me rejuvenescida.
 
Fiquei também com a sensação que voltarei em breve,
pois quero ver tudo ainda com mais atenção!
E fica-se com a sensação que uma tarde não chega para se ver
tudo como deve ser.
 
Aqueles que me conhecem terão a oportunidade de ver as fotos no meu space,
e algumas no meu HI5,
estarão disponíveis hoje á noite pois só em casa terei acesso a colocá-las lá,
e de momento encontro-me no trabalho, rsss.
 
Agora deixo-vos aqui algumas coisas sobre a Quinta,
para vos aguçar ainda mais o apetite:

Situada em pleno Centro Histórico de Sintra,
classificado Património Mundial pela UNESCO,
a Quinta da Regaleira
é um lugar com espírito próprio.
Edificado nos primórdios do Século XX,
ao sabor do ideário romântico, este fascinante conjunto de construções,
nascendo abruptadamente no meio da floresta luxuriante,
é o resultado da concretização dos sonhos mito-mágicos do seu proprietário,
António Augusto Carvalho Monteiro (1848-1920),
aliados ao talento do arquitecto-cenógrafo italiano Luigi Manini (1848-1936).
A imaginação destas duas personalidades invulgares concebeu, por um lado,
o somatório revivalista das mais variadas correntes artísticas
- com particular destaque para o gótico, o manuelino e a renascença
- e, por outro, a glorificação da história nacional
influenciada pelas tradições míticas e esotéricas.
A Quinta da Regaleira é um lugar para se sentir.
Não basta contar-lhe a memória, a paisagem, os mistérios.
Torna-se necessário conhecê-la,
contemplar a cenografia dos jardins e das edificações,
admirar o Palácio dos Milhões,
verdadeira mansão filosofal de inspiração alquímica,
percorrer o parque exótico,
sentir a espiritualidade cristã na Capela da Santíssima Trindade,
que nos permite descermos à cripta
onde se recorda com emoção o simbolismo e a presença do além.
Há ainda um fabuloso conjunto de torreões
que nos oferecem paisagens deslumbrantes,
recantos estranhos feitos de lenda e saudade,
vivendas apalaçadas de gosto requintado,
terraços dispostos para apreciação do mundo celeste.


A culminar a visita à Quinta da Regaleira,
há que invocar a aventura dos cavaleiros Templários,
ou os ideais dos mestres da maçonaria,
para descer ao monumental poço iniciático
por uma imensa escadaria em espiral.
E, lá no fundo com os pés assentes numa estrela de oito pontas,
é como se estivéssemos imerses no ventre da Terra-Mãe.
Depois, só nos resta atravessar as trevas das grutas labirínticas,
até ganharmos a luz, reflectida em lagos surpreendentes.
Memória histórica

A documentação histórica relativa à Quinta da Regaleira
é escassa para os tempos anteriores à sua compra por Carvalho Monteiro.
Sabe-se todavia que, em 1697, José Leite adquiriu uma vasta propriedade
no termo da vila de Sintra que corresponderia, aproximadamente,
ao terreno que hoje integra a dita Quinta
- a esta data parecem remontar, pois, as origens da quinta em questão.

Francisco Alberto Guimarães de Castro comprou a propriedade
- conhecida como Quinta da Torre ou do Castro
- em 1715, em hasta pública e,
após as licenças necessárias, canalizou a água da serra
a fim de alimentar uma fonte ai existente.

Em 1800, a quinta é cedida a João António Lopes Fernandes
estando logo, em 1830, na posse de Manual Bernardo,
data em que tomou a designação que actualmente possui.
Em 1840, a Quinta da Regaleira foi adquirida pela
filha de uma grande negociante do Porto, Allen,
que mais tarde foi agraciada com o título de Baronesa da Regaleira.
Data provavelmente deste período a construção de uma casa de campo
que é visível em algumas representações iconográficas de finais do século XIX.


A história da Regaleira actual principia, todavia, em 1892,
alio em que os barões da Regaleira
vendem a propriedade ao
Dr. António Augusto Carvalho Monteiro
por 25 contos de réis (Anacleto, 1994: 241).

O célebre "Monteiro dos Milhões"
nasceu no Rio de Janeiro em 1848,
filho de pais portugueses, que cedo o trouxeram para Portugal.
Licenciado em Leis pela Universidade de Coimbra,
Monteiro foi um distinto coleccionador e bibliófilo,
detentor de uma das mais raras camonianas portuguesas,
homem de cultura que decerto influenciou, se não determinou mesmo,
parte bastante razoável do misterioso programa iconográfico do palácio
que construiu para si, nas faldas da serra de Sintra.

Retirado do site: Câmara Municipal de Sintra
 

Maçonaria e a Quinta da Regaleira
Chama-se esotérico a um conhecimento oculto,
seja doutrina ou técnica de expressão simbólica, reservado aos iniciados:

O esoterismo é, pois, o conjunto de práticas e de ensinamentos esotéricos,
no contexto de uma tradição multifacetada
que abrange diferentes épocas, lugares e culturas.
A Alquimia, a Maçonaria e os Templários, por exemplo,
incorporam teorias, rituais e procedimentos herméticos
que se integram no âmbito do esoterismo:.
Na tipologia do misticismo judaico, firmado na procura de Deus
e na experiência da divindade,
o esoterismo baseia-se,
fundamentalmente, na lei das correspondências, que visa encontrar,
através do recurso à analogia,
relações simbólicas entre o divino e o terreno,
entre o transcendente e o imanente,
entre o visível e o invisível, entre o homem e o universo:

A passagem de uma a outra dimensão
opera-se em cerimónias de iniciação,
por meio de encenações e rituais de carácter mágico,
nos quais o neófito recebe o segredo da transmutação,
aceita a filiação no grupo de companheiros
e acede a um nível espiritual superior:.

A Franco-Maçonaria antiga, dita operativa, deriva das confrarias,
das corporações, dos agrupamentos profissionais de
pedreiros livres e dos construtores das catedrais medievais:

À defesa dos interesses profissionais,
juntavam os franco-mações preocupações
de carácter filantrópico, moral e religioso:

Os grupos maçónicos,
organizados em sociedades secretas e reunindo em lojas,
foram perdendo o carácter exclusivamente operativo e começaram
a aceitar membros estranhos à profissão
mas que perfilhavam os mesmos ideais iniciáticos:.
O declínio das confrarias origina, por filiação directa,
o aparecimento em 1717,
em Inglaterra, da Maçonaria moderna, dita especulativa,
uma vez que já não existe ligação à prática do oficio de construção,
tendo utensílios como o esquadro e o compasso adquirido
um valor eminentemente simbólico:

 

A Maçonaria provocou, praticamente desde o início, a oposição da Igreja Católica,
embora muitos dos ensinamentos maçónicos,
de inspiração cristã, preconizem a crença nas virtudes da caridade,
 na imortalidade da alma e na existência de um princípio espiritual superior
denominado Grande Arquitecto do Universo:

Grande parte da simbologia maçónica, sobretudo a dos altos graus,
inspira-se em correntes esotéricas tais como a alquimia,
o templarismo e o rosacrucianismo,
inscritas em diversos locais da Regaleira:.

Apesar da diversidade de percursos que a Quinta da Regaleira oferece,
todos os caminhos podem conduzir a um aglomerado de pedras erguidas,
com a aparência de um menir, num dos locais mais belos da mata:

E eis que uma curiosa porta de pedra roda impulsionada
por um mecanismo oculto e nos faculta a entrada para outro mundo:

É o monumental poço iniciático,
espécie de torre invertida que mergulha nas profundezas da terra:

A terra é o útero materno de onde provem a vida,
 mas também a sepultura para onde voltará:

Muitos ritos de iniciação aludem a aspectos do nascimento e morte ligados à terra:

De quinze em quinze degraus se descem os nove patamares
desta imensa galeria em espiral,
sustentada por inúmeras colunas de apurado trabalho,
 que vão marcando o ritmo e o aprumo das escadarias:

Os nove patamares circulares do poço,
por onde se desce ao abismo da terra ou se sobe em direcção ao céu,
consoante a natureza do percurso iniciático escolhido,
lembram os nove círculos do Inferno,
as nove secções do Purgatório e os nove céus do Paraíso,
que o génio de Dante consagrou na Divina Comédia:.

Os capitéis dos colunelos enrolam longas folhas de acanto:

E lá no fundo, a carga dramática acentua-se:

Gravada em embutidos de mármore, sobressai uma cruz templária,
aliada a uma estrela de oito pontas,
afinal o emblema heráldico de Carvalho Monteiro:

As galerias conduzem-nos, em autênticos labirintos,
pelo mundo subterrâneo, aqui e além porventura povoado de morcegos:

De construção artificial, na sua maioria, estas galerias aproveitam,
no entanto, as características geológicas da mancha granítica da Serra de Sintra:

No interior, a abóbada divide-se entre os maciços de rocha mãe,
de um granito granular médio, geralmente de cor rosada ou parda,
e zonas preenchidas com pedra importada da orla marítima da região de Peniche:

É esta pedra, desgastada pelo mar e pelo tempo,
que vai contribuir, sobremaneira, para a sugestão de um mundo submerso:

Ao chegarmos ao exterior, esperam-nos a luz e os cenários
minuciosamente construídos:

São animais fantásticos, artifícios de água em cascata,
passagens de pedra que parecem flutuar à superfície dos lagos,
ou nuvens silenciosas de vapor que dissimulam as entradas para este universo singular:

A simbólica alquímica parece estar presente em vários locais da Regaleira:

Desde logo, na Capela, na pintura da Coroação de Maria por Cristo,
na qual a Virgem ostenta, para além das três cores da Obra alquímica
- o azul ou negro, o branco, o vermelho ou rubro -
uma faixa dourada que poderá simbolizar o Ouro Alquímico:

Também num alto relevo existente nas traseiras da Capela,
encontra-se representado um castelo com duas torres,
separado por uma zona de labaredas, e uma goela infernal:

Trata-se de uma figuração da tri-unidade do mundo e do homem:
o mundo superior ou espiritual, o mundo intermédio da alma e o mundo inferior
 ("ad infero" ou do inferno) material:

A torre rubra é o Atanor, ou forno alquímico:

Nas cocheiras, sinais de Alquimia voltam a estar presentes,
em duas esculturas que formam símbolos clássicos da Arte de Hermes:
a serpente que morde a cauda, simbolizando a Unidade,
origem e fim da Obra, e a luta entre as duas naturezas,
aqui representada por dois dragões, cada um mordendo a cauda do outro.

Igualmente susceptível de uma leitura alquímica é a gruta ogival,
onde Leda, segurando uma pomba na mão,
aparece numa escultura à beira de um pequeno lago, enquanto Zeus,
disfarçado de cisne, a fecunda bicando-a na perna:

Trata-se de uma alegoria pagã ao mito, ou mistério, da Imaculada Conceição,
ou concepção, que decorre num lugar escuro e húmido:

A alquimia tem por objectivo a transmutação
real ou simbólica dos metais em ouro e por fim último a salvação da alma:

As operações alquímicas são realizadas num Atanor,
ou seja, num forno alquímico de combustão lenta,
com um cadinho e um balão nos quais se pretende
espiritualizar a matéria e materializar o espírito:

Este propósito essencial da Alquimia operativa, executada em laboratório,
é a obtenção da Pedra Filosofal, simbiose entre matéria e espírito,
da qual poderia resultar, segundo os alquimistas,
além da transmutação dos metais em ouro,
a realização de um dos desejos ancestrais da humanidade: o elixir da longa vida,
capaz de proporcionar saúde e eterna juventude:

Neste sentido, há quem considere a procura alquímica como uma metáfora da condição humana:
A Alquimia assumiu, depois do século XVIII, um carácter manifestamente religioso,
dedicando-se sobretudo ao estudo das relações espirituais
e energéticas entre o homem (microcosmo) e o universo (macrocosmo):

A partir de um trabalho erudito de equivalências e analogias,
aceita-se que o universo nos engloba e nos interpela num só movimento existencial
- ele é ao mesmo tempo transcendência (Outro) e nós próprios:.

Parece evidente que a concepção religiosa do mundo q
ue preside à Regaleira assenta no Cristianismo,
 mas num Cristianismo escatológico, que tem a ver com o fim dos tempos:

Quer recorramos à lição da escatologia cósmica, que prenuncia o fim do universo e da humanidade,
quer nos atenhamos à escatologia individual,
que assenta na crença da sobrevivência da alma depois da morte,
é a mesma ideia obsessiva que encontramos:.

É também um Cristianismo gnóstico,
apoiado em discursos míticos e em conhecimentos sagrados que prometem
a salvação dos fiéis e o retorno dos espíritos:

É, enfim, um Cristianismo imbuído de ideais neo-templários,
associados ao Culto do Espírito Santo, que encontramos na tradição mítica portuguesa:.

Os templários foram monges-soldados,
cuja ordem militar, fundada no período das Cruzadas em 1119,
visava proteger os lugares santos da Palestina contra o perigo dos infiéis:

Os votos de pobreza e castidade não impediram os Cavaleiros da Milícia do Templo
de enriquecer e de desempenhar um importante papel económico e político,
tanto no Oriente como na Europa, a ponto de criarem poderosos inimigos,
como o rei Filipe IV de França e o Papa Clemente V,
que levaram à perseguição e à extinção da ordem em 1314, sob acusações,
porventura falsas, de blasfémia e imoralidade:

Em 1317, D. Dinis de Portugal afectou os bens dos templários à Ordem de Cristo,
que muitos aceitaram como sua sucessora:

Desaparecidos os templários não desapareceu o templarismo,
cujo espírito, resumido na defesa dos lugares sagrados e na luta contra o mal,
renasceu em várias correntes e organizações iniciáticas
como sendo a afirmação simbólica da sobrevivência da Ordem do Templo:

A cruz templária no fundo do poço iniciático,
a cruz da Ordem de Cristo no pavimento da Capela,
bem como todas as outras cruzes dispostas na Capela,
testemunham a influência do templarismo no ideário sincrético de Carvalho Monteiro:

Há ainda, na Regaleira, referências rosacrucianas,
em alusão à corrente esotérica iniciada no séc. XVII, de tendência cristã,
utilizando os símbolos conjuntos da rosa e da cruz:

O movimento Rosa-Cruz propunha reformas sociais e religiosas,
exaltava a humildade, a justiça, a verdade e a castidade,
apelando à cura de todas as doenças do corpo e da alma:

Tornou-se grau maçónico de várias Ordens e, ainda hoje,
existem escolas esotéricas e sociedades secretas
que pretendem assumir-se como reaparições do mito Rosa-Cruz:.


Fotos: Luis Figueiredo © 2004

Textos: website da Quinta da Regaleira (desactivado de momento)

Retirei do Site: Portal Maçónico

Para finalizar aqui fica mais um cheirinho do que poderão ver por lá,

mas há mais muito mais.... Big Smile

PATAMAR DOS DEUSES


Aqui encontramos doze figuras da mitologia greco-romana
que devem ser interpretadas como as doze Hierarquias Criadoras, r
epresentadas nos signos do zodíaco.

Encontramos, também, a estátua de um leão,
representação do sol que equivale na Alquimia ao Ouro.

Aqui, devemos vê-lo com o ESPÍRITO UNIVERSAL
ou MAHA-PARANIRVÂNICO
que é auxiliado pela Santíssima Trindade dos LEÕES DE FOGO
(assim intitulados pela Teurgia)
estes fazem a mediação entre
o "Espaço com limites" e o "Espaço sem limites",
de acordo com o ODISSONAI.

 

CAPELA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

Entrando na capela, a nossa atenção prende-se na imagem do Delta Radiante
(também chamado de Delta Teúrgico),
com o olho de Deus sobreposto à cruz templária
(emblema maçónico do Grande Arquitecto do Universo).

No centro da capela,
encontra-se uma imagem da Coroação da Virgem por Cristo ressuscitado,
com bastante interesse simbólico
tendo em conta que as vestes de Maria t
êm as três cores da Obra Alquímica:
azul, branco e vermelho, com uma faixa dourada à cintura
simbolizando o Ouro Alquímico.

Existem, na capela, várias cruzes:
paleo-cristãs, de Cristo e templárias.
A sua disposição permite a sobreposição que tem como resultado
a cruz de oito pontas, símbolo da cavalaria escocesa de origem templária.
No chão, são de realçar as muitas estrelas de cinco pontas
(pentagramas Ü símbolo do Homem e do microcosmos).
Passando à cripta, salta-nos à vista o ladrilhado preto e branco do chão,
cores do estandarte templário.

 

GRUTA DE LEDA

De forma ogival, esta gruta tem no seu interior uma escultura
simbolicamente enigmática,
a figura de uma dama segurando uma pomba e acompanhada de um cisne
(que parece estar a mordê-la).
O cisne aparece como representação da Ave Solar
a qual acompanhava o deus Apolo nas suas viagens hiperbóreas.
De acordo com uma Tradição Iniciática,
o cisne e o seu canto têm o poder de transmitir ao iniciado
o conhecimento da "língua dos pássaros",
através da qual se tem acesso à Sabedoria e à Imortalidade.
A imagem da pomba (representação do espírito) na mão da dama
transmite-nos a ideia da Imaculada Conceição.
Esta ideia pode ser vista como uma alusão ao nascimento de Cristo,
que aconteceu numa gruta húmida e escura.

 

TORRE DA REGALEIRA

Inicialmente, esta torre deu o nome à quinta que se chamava Quinta da Torre.
Sem provas, diz-se que era na torre que se fazia a selecção à Tradição Iniciática.
O percurso teria o seu fim na capela onde o iniciado era aceite.
A torre assemelha-se a um observatório astronómico,
que não deixa de ser interessante por se contrapor ao mundo subterrâneo
(visto que uma das saídas do Poço Iniciático leva-nos à torre),
segundo o adágio alquímico.

 

POÇO INICIÁTICO

Talvez o mais estranho sítio de toda a quinta,
o Poço Iniciático tem 27 metros de profundidade.
A entrada é feita através de uma porta de pedra
que nos leva a um outro mundo.
A ideia principal parece ser a de morrer e voltar a nascer
num rito de iniciação ligado à terra.
Esta ideia, comum a todas as iniciações,
é, neste caso de inspiração hermética e rosacruciana.
O poço está dividido em nove patamares
o que nos dá a sensação do caminho por onde se desce à terra
e num percurso contrário se sobe ao céu,
isto de acordo com o percurso iniciático escolhido.
Na Divina Comédia de Dante
esta ideia lembra os nove círculos do inferno,
as nove secções do purgatório e os nove céus
que constituem o paraíso.
É importante referir a cruz templária
sobreposta à estrela de oito pontas
(símbolo da Harmonia ou do sal harmoníaco na Alquimia e ,
também da Cavalaria Espiritual na Maçonaria Escocesa)
no fundo do poço.

 

O PALÁCIO DOS MILHÕES

É de uma beleza extraordinária, e de um simbolismo incrível.
Desde a pintura de um dos tectos da mansão
representando os três pilares da Maçonaria Universal
(a Força que suporta os seus trabalhos,
a Sabedoria que os ilumina e a Beleza que os coroa),
às pinturas das paredes da sala de jantar
(com azevinhos, planta da Natividade,
entrecortados por Cruzes do Santo Graal),
aos painéis de vinte reis e quatro rainhas,
desde D. Afonso Henriques, Dona Isabel, D. Afonso V
- Rei Alquimista, D. Sebastião
 - numa invocação à lenda de restaurar em
Portugal grandeza de outros tempos,
até terminar em D. José.
Esta sala tem, ainda, dois brasões com traços esotéricos
como o Graal de onde sai a Virgem.

O CULTO PRATICADO NA REGALEIRA

Acredita-se que o culto praticado
na Quinta da Regaleira seria o do SANTO GRAAL.

Os cavaleiros juravam (e juram) proteger o segredo do Santo Graal
a todo o custo
e fazem a ligação iniciática templária
entre o Ocidente e o Oriente.
Na Maçonaria existe algo semelhante apesar
de o seu fundo ser mais social do que espiritual

Retirado do Site Universidade independente

Eu só tenho mesmo algo a dizer. Vão lá! Beijos Mágicos**

   18 comments

ANJA DA LUA
July 15, 2007   05:58 AM PDT
 
LINDO ,MARAVILHOSO TUDO HAVER COMIGO,O MISTÉRIO A MAGIA,QUE LINDO .BJS
Cida
March 18, 2007   12:47 AM PDT
 
Amiga este lugar pela descrição e pelas fotos deve ser mágico mesmo. Obrigada por nos brindar com todas estas informações. Um lindo de maravilhoso final de semana. Todo meu carinho e um gde beijo.
Entre Linhas
March 17, 2007   11:02 PM PDT
 
Bem chamo a isto uma grande lição de cultura geral,mais concretamente sobre a Cidade de Sintra,lindas imagens,muito ilucidativas:))

Bom fim de semana

Beijinhos Zita
Lúcia
March 17, 2007   12:20 PM PDT
 
Também vi a Lua, tava linda. E com isso voltei, mas em novo endereço. Sou a Lúcia do Algo Diferente, lembra? Beijos e um bom final de semana.
Fátima
March 15, 2007   07:03 PM PDT
 
Olá amiga, vale a pena ver mais uma vez as fotos lindas! Bjinhos!
ana
March 13, 2007   08:51 PM PDT
 
Namaste amiga!!!!

Vim deixar-te um jinho do tamanho do Universo!!!!!
Name Sindarin
March 12, 2007   06:28 PM PDT
 
Olá amiga! Vim retribuir o beijinho. Sintra é uma obra de um ser superior é um paraíso na terra. Tb já visitei a Qta da REgaleira e ñ há palavras para descrever a beleza dos recantos e da arquitectura. Bom gosto o teu neste post, mas claro k já estamos habituados a esta tua faceta amiga. Parabéns.
Nilson Barcelli
March 12, 2007   01:42 PM PDT
 
Este teu post é uma ode a Sintra.
Parabéns pelo excelente trabalho que fizeste.
Uma boa semana.
Beijo.
Name ConceiçãoB
March 12, 2007   11:03 AM PDT
 
Fantástico maravilhoso o teu estudo.
bjs
Fátima
March 10, 2007   10:13 PM PST
 
Foi bom partilhares o teu fim-de-semana fantástico. Realmente é um local mágico e fiquei com vontade de visitar – prometo que vou seguir o teu conselho.
Mtos bjinhos!
Bruxinhachellot
March 8, 2007   03:52 PM PST
 
As imagens são fantásticas, mas a que mais gostei foi a do Poço Iniciástico. Queria descer as escadas e ver o fundo de perto.

Beijos de lua.
Name ConceiçãoB
March 7, 2007   05:49 PM PST
 
Ésta maravilhosos!
Nancy Moises
March 6, 2007   03:58 PM PST
 
Eiii adorei tdo por aqui, seu blog é barbaro...
Convido a fazer a inscrição p ser destaque no lua em poemas e ofereço o award na lateral de meu blog.
bjs e um bom dia!!!
Secreta
March 6, 2007   01:12 PM PST
 
Bem , pelas belas fotografias , imagino que seja mm uma visita a n perder!
Beijito.
sandra
March 6, 2007   11:18 AM PST
 
Bom dia!
Vai fazer um ano que estive nesta quinta...e adorei...
Também fui com o meu marido e mais um grupo de amigos...ficámos sem dúvida fascinados...corremos aquilo tudo tirámos montes de fotos...o pior é que passamos lá uma manha inteira e parece que não conseguimos ver tudo...
Mas falamos muita vez na possibilidade de lá voltar outravez, pois vale mesmo a pena e é um óptimo sítio para se passar o dia...
Quanto ao eclipse foi lindo...tb estive a ver todos os pormenores e achei maravilhoso
Beijocas
collybry
March 5, 2007   07:58 PM PST
 
Olá, pois eu não conhecia, mas com esta visita guiada fiquei a conhcer, pois eu vou mudar para o mês que vem ao fazer um ano e realmente gostava de mudar de fundo, que mudo com frequência mas é dificil arranjar fundos giros e na sapo não se pode mexer no htm,
grata fico pela ajuda...
Bjca
Eclipse
March 5, 2007   05:48 PM PST
 
Bem parece fascinante e realmente parece que nos tranporta. Epá fiquei curioso, e afinal Sintra, não é assim tão longe...
Um dia que tenha disponibilidade tenho mesmo que lá ir. Se quiser uma guia já sei, hehe.
Abraços.
Pedra da Lua
March 5, 2007   05:40 PM PST
 
Olá!!!
Bem tu hoje fartaste-te de escrever, até me ficou a doer os dedos :P
O eclipse é claro que vi, excumungar-me-ia a mim propria se perdesse tal coisa! Foi giro, acompanhei quase tudo... tava era um frio...
Ai Sintra é lindo, eu só conheço por fotos pois claro, estou para ir lá mas ainda não se proporcionou... o pessoal aqui é muito cortes e acabei por ainda não conhecer pessoalmente.
Ainda bem que te divertiste.
Boa semana.
Beijinho

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